Empresários do setor têxtil promovem café da manhã com a imprensa para falar dos problemas causados pela ação do MPT contra a Guararapes

 

Na  manhã  desta quinta feira,5, empresários do setor faccional, lideranças politicas e jornalistas de todo , participaram de um café da manhã, no hotel fazenda Rancho da Bonita, zona rural de  São  José do  Seridó.

Café  promovido pelos empresários do setor que  teve como objetivo falar dos problemas  acarretados caso seja mantida a posição da ação do MPT contra a empresa Guararapes.

Os empresários do setor têxtil, comerciantes  de várias áreas, lideranças politicas  e dentre outros   falaram sobre os problemas que acarretam caso esta ação da Guararapes se mantenha o  que prejudica diretamente aos profissionais costureiros que tem nesta fonte de renda o sustenta da sua família.

A empresária Anne Fabíola mostrou in loco á fabrica Canaã que tem atualmente 33 colaboradores  todos moradores do Assentamento Agrário Rural Seridó-Caatinga Grande que vivem basicamente da agricultura, da costura e da renda dos aposentados.

Na comunidade São 63 assentados, com os 6 anos de seca não há mais como alavancar a agricultura pois falta muita coisa para   o    cultivo, principalmente a água e as facções tem sido um diferencial naquela comunidade.

A  empresária Marionete Araújo também ressaltou a importância do Pró-sertão e ressaltou que a chegada da Guararapes foi um presente, uma benção pois pode ampliar seu negocio e gerar mais emprego para a comunidade.

O empresário Ricardo Medeiros que é filho do percursor das facções em São José do  Seridó- Saudoso Simão José de Medeiros- também ressaltou sua preocupação e disse que essa luta vai continuar  e as empresas Guararapes permanecerão. Ele ressalta que esta ação do MPT pode resultar na extinção das oficinas de costura o que acarretaria um índice enorme de desemprego no interior do Estado.  Ele mostrou que os trabalhadores, a quem eles (empresários têxteis) tratam de colaboradores estão assegurados e trabalham de acordo com o que se exige e que a  terceirização já entrou em vigor no país, portanto as responsabilidades não serão da Guararapes e sim das empresas que terceirizam estes trabalhos.

Ricardo e Anne empregam hoje em São José do Seridó mais de 450 profissionais.Além de Ricardo  e Anne os empresários Adriana, Joelma, Inácio, Jaedson, Paulo Márcio, Marionete, Inácio e Wênia  (Teté- Supermercado) , José Medeiros (assessórios para motos) e outras autoridades estiveram presentes.

O crescimento no setor com a chegada do pró-sertão gerou centenas de empregos diretos para a cidade que antes vivia apenas das rendas dos aposentados, funcionalismo publico municipal e  estadual e com o aumento das oficinas de costura   surgiu muitas oportunidades de emprego e  assim a economia local teve uma injeção considerada na sua economia.

Não só São  José do  Seridó mas várias cidades do interior do estado, principalmente na região do Seridó , tem nesta fonte  de emprego renda um alento, dada os 6 anos de seca que muito prejudicou ao sertanejo com a escassez da água e de outras atividades no setor rural.

O fim das oficinas de costura em  São  José do Seridó   geraria um prejuízo enorme com a debandada de oportunidades saindo da cidade,  sem falar em mais 700 desempregados .No estado estas oficinas de costura geram mais de 5 mil empregos diretos.