Povo Solidário-Comunidade entrega cestas básicas para policiais militares na zona Sul de Natal

Com salários atrasados e sem condições de se manterem, policiais militares estão recebendo doações de cestas básicas desde o início da tarde desta sexta-feira (5). Cerca de 200 cestas foram arrecadas no 5° Batalhão de Polícia Militar, no bairro de Neópolis, zona Sul de Natal.

O número de cestas deve aumentar, já que as doações continuam chegando à sede do batalhão. Para o tenente-coronel João Sérgio Fagundes, o gesto da população é um ato de reconhecimento aos serviços prestados pela PM.

“Não tem como mensurar. Eu só posso entender que é a lei do retorno. Dar e receber. Nós tentamos dar a segurança da melhor forma possível e estamos recebendo esse reconhecimento nesse momento difícil”, analisou.

Viviane Cabral, uma das organizadoras da ação, enfatiza a opinião do militar. “Ajudar os policiais é o nosso principal objetivo. Os policiais sempre nos ajudaram no dia a dia, saindo das suas casas para proteger as nossas. Então, nos vimos na obrigação de fazer essa campanha para ajudar”, falou.

Ainda segundo o tenente-coronel a distribuição está sendo feita de acordo com as necessidades dos policiais. “Nós vamos distribuir com o 5º batalhão e com mais alguém que tenha necessidade”, destacou.

O coronel Fagundes ainda acrescentou que está arquitetando uma forma de ajudar os agentes da segurança pública além da alimentação.

“Estamos fazendo uma triagem daqueles que mais necessitam. Nesses casos, nós vamos chegar juntos com mais de uma cesta, com ajuda financeira, algo nesse sentido”, concluiu.

Influência

Fagundes acredita que ação elaborada pelos moradores da região Sul de Natal pode refletir em outras áreas da capital. “Toda a sociedade está influenciada por isso. Estou recebendo o contato de companheiros de outros batalhões de fora do RN. Todos sensibilizados com a situação que estamos passando”, disse.

A sede do 5º Batalhão fica na Rua Monte Carmelo, s/n, no bairro de Neópolis. O número de contato do batalhão é (84) 3232-2284.

Por Heilysmar Lima

A pé, policiais militares retomam serviços no RN

Com a maioria das viaturas irregulares, com o pagamento do seguro obrigatório atrasado e sem manutenção periódica, os policiais militares que se dispuseram a voltar às ruas para o patrulhamento ostensivo no Rio Grande do Norte, estão fazendo isso a pé.

A assessoria de imprensa do Comando Geral da Polícia Militar confirmou a retomada dos serviços, que ocorre de forma gradativa, mas não detalhou quantas viaturas voltaram a circular nesta terça-feira, 2.

Atualmente, a Polícia Militar do Rio Grande do Norte tem cerca de 270 veículos locados, o que corresponde a 27% da frota. Nem todos os veículos, porém, estão com os documentos em dia e com condições adequadas de uso. (mais…)

Após reunião com sindicatos, carro do governador do RN é atacado na saída do centro administrativo

carro do governador Robinson Faria (PSD) foi atacado por manifestantes no início da tarde desta segunda-feira (18), em Natal. O caso aconteceu na saída da governadoria, no Centro Administrativo do Rio Grande do Norte, onde o gestor tinha participado de uma reunião com sindicatos de várias categorias de servidores estaduais.

Imagens mostram manifestantes atacando carro do governador do RN, Robinson Faria, enquanto seguranças tentam impedir ação (Foto: Reprodução)

Durante a confusão, registrada pelo repórter cinematográfico Olinto Bezerra, da Inter TV Cabugi, também é possível ver troca de agressões entre pelo menos um manifestante e um servidor da governadoria. O governador estava dentro do veículo no momento.

Robinson Faria saía do gabinete onde havia participado de uma reunião com sindicatos e associações que representam várias categorias de servidores do estado que estão com salários atrasados. Passada a primeira quinzena de dezembro, a folha de novembro ainda não foi paga e não há previsão para que depósito dos vencimentos.

Imagens mostram manifestantes atacando carro do governador do RN, Robinson Faria, enquanto seguranças tentam impedir ação (Foto: Reprodução)

A reunião começou por volta as 11h e durou mais de uma hora e meia. Durante o encontro, o governador, assessores e secretários de estado informaram aos servidores que ainda não tinham previsão para o pagamento das folhas de novembro, dezembro e do 13º salário. Eles ainda afirmaram que prevêem para o fim da tarde desta segunda-feira a definição de um calendário.

G1 RN

Preso em Mossoró, Marcinho VP diz que narcotráfico banca a campanha política

Apontado como a principal liderança da facção Comando Vermelho (CV) e há quase 11 anos preso em presídios federais, Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, decidiu falar. Chefe do tráfico no Complexo do Alemão, o que ele nega, o traficante defende a legalização das drogas e disse que o comércio de entorpecentes financia campanhas de políticos.

As bombásticas declarações foram feitas em uma entrevista exclusiva ao portal Uol dentro do presídio federal de segurança máxima de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

“A legalização das drogas é um caso complexo que merece um debate profundo, ouvir a sociedade, fazer um plebiscito para saber se ela está preparada. Mas as drogas leves, como a maconha, seria importante dar o primeiro passo para legalizar, uma forma de erradicar e, no mínimo, diminuir o tráfico de drogas. A partir do momento que legalizar vai vender em tudo que é botequim, farmácia, traficante não vai vender mais drogas, correto?”, defende, dando exemplos como o Uruguai e Holanda.

Cúpula do governador se reúne em condomínio de Natal

 

 

O governador Róbson Faria reuniu sua cúpula  nesta terça  feira no condomínio  Porto  Brasil.

 

No condômino  onde também foi cumprido mandado de busca e apreensão pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (15).

 

Até  o momento não se sabe ainda o teor do encontro. Vamos aguardar os próximos capítulos desta história.

 

Foto: Reunião da cúpula do Governo Robinson no Porto Brasil
Fonte  das  informações  : Blog do Jornalista  Heitor Gregório

 

Rita das Mercês delatou Executivo, Legislativo e Judiciário do RN ao MPF

A ação da Polícia Federal nesta terça-feira em Natal contra o governador Robinson Faria é a primeira diligência resultado da delação premiada que a ex-procuradora da Assembleia Legislativa, Rita das Mercês, negociou com o Ministério Público Federal.

rita das merces

A ex-procuradora foi alvo em 2015 da Operação Dama de Espadas, coordenada pelo Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte.

A colaboração de Rita, no entanto, passou longe da Procuradoria Geral de Justiça. Ela preferiu entregar o que sabe ao MPF por temer que houvesse interferência no Ministério Público do Rio Grande do Norte.

Feita há pouco mais de dois meses, a delação de Rita foi negociada em acordo conduzido pelo procurador da República Rodrigo Teles, a quem Rita narrou crimes na administração dos três poderes do Rio Grande do Norte e deixou claro que não é ela a dama de espadas.

Ao entregar o Executivo, Judiciário e Legislativo, a ex-procuradora da Assembleia Legislativa sabia que inevitavelmente o foro seriam os tribunais superiores, já que perante o STJ respondem o governadores e desembargadores.

A reportagem confirmou que pelo menos um membro do Tribunal de Justiça foi delatado ao Ministério Público Federal.

Com a negociação direta com o MPF, as instâncias locais ficarão agora obrigadas a seguir todos os procedimentos que vão derivar do Superior Tribunal de Justiça.

Tais procedimentos deverão incluir novas frentes de investigações, já que Rita entregou esquemas de desvios de recursos públicos celebrados em fraudes em contratos, o que incluirá no escândalo agentes do setor produtivo.

Até a publicação desta reportagem, o governador Robinson Faria ainda não havia se manifestado a respeito da ação desta terça.

Portal no Ar

PF cumpre mandado no apartamento do Governador Robinson Faria

A Policia Federal amanheceu o dia cumprindo diligencias. Quatro viaturas da PF estiveram no Edifício Enseada dos Corais em Areia Preta. Passaram poucos minutos.

O mandado de busca era para cumprimento no apartamento do Governador do Estado, Robinson Faria. Não conseguimos confirmar se foi realizada a busca pelo pouco tempo que a polícia ficou no edifício.

A Polícia Federal também está cumprindo mandado na casa do Governador no condomínio Porto Brasil. Contactada pelo Blog do BG, a assessoria da PF ainda não respondeu.

Blog do  BG 

Deputado Fábio Faria e a mulher, Patrícia Abravanel, tentam anular parte da delação de executivo da J&F

O deputado federal Fábio Faria (PSD-RN) e a mulher dele, a apresentadora Patrícia Abravanel, filha do apresentador Sílvio Santos, vão tentar anular na Justiça parte da delação de um executivo da J&F, Ricardo Saud.

O trecho contestado pelo casal se refere ao depoimento em que Saud relatou aos investigadores da Lava Jato que a empresa combinou um pagamento de propina para o deputado durante um jantar na casa do dono da JBS, Joesley Batista.

Segundo Saud, também estavam presentes Patrícia Abravanel e Robinson Faria, governador do Rio Grande do Norte e pai de Fábio, além da esposa de Robinson.

Na delação, Saud disse que, em troca da propina, uma empresa do grupo J&F ficaria com o controle do serviço de água e esgoto do Rio Grande do Norte. O executivo afirmou que a propina foi paga, “algo em torno de R$ 10 milhões”, mas a J&F desisitiu de tocar o negócio na área de água e esgoto.

Para tentar invalidar esse trecho da delação, a defesa do casal vai usar uma mensagem por telefone deixada pela mulher de Joesley, a apresentadora Ticiana Villas Boas, para Patrícia.

Na mensagem, Ticiana se solidariza com Patricia e afirma que não houve conversa sobre propina no jantar.

A GloboNews teve acesso à mensagem de voz, enviada em 1º de junho. No celular de Patricia, a remetente aparece como Tici Villas Boas. Ela presta solidariedade a Patricia e diz que pode ser testemunha de defesa para deixar claro que a delação é um “absurdo”.

“Oi, Pati, sou eu, Tici. Estou ligando para você e mandando essa mensagem para te falar do meu apoio. Então, o que eu quero falar é que eu acho um absurdo isso tudo… que está acontecendo. Aquele jantar, imagina só, não tem nada a ver… do que falaram, foi um jantar normal, eu não vi nada de dinheiro, de nada que beirasse ser ilícito. Se você for chamada para depor ou tiver qualquer tipo de implicação para você, eu sou sua testemunha de defesa e vou deixar claramente que é um absurdo”, afirmou Ticiana na mensagem.

O que dizem as defesas

Patrícia Abravanel

A defesa de Patrícia Abravanel afirmou que o depoimento de Ricardo Saud é eivado de má-fe. Disse também que, ao que tudo indica, “no afã de tornar a delação mais vistosa ou atraente por se tratar a autora de pessoa famosa, o réu envolve a autora em situação que não lhe diz respeito”.

Casal Patrícia Abravanel e Fábio Faria

O advogado José Luís Oliveira Lima, da família de Fábio Faria e Patrícia Abravanel, afirmou que a gravação de Ticiana invalida o depoimento de Ricardo Saud.

“Nós estamos falando do áudio da esposa do maior acionista do grupo JBS, casada com Joesley Batista, que desmente taxativamente o que o Ricardo disse no seu depoimento ao Ministério Público. Portanto a maior prova, a prova cabal, a prova que desmente o que Ricardo disse é o depoimento da Ticiana”, disse o advogado.

J&F

Em nota, o grupo J&F disse que “nenhum dos colaboradores mentiu em qualquer depoimento prestado à Procuradoria Geral da República e ao Ministério Público Federal.

“Os colaboradores apresentaram grande número de informações e provas à PGR e em atendimento aos demais ofícios do MP, que estão sendo tratados dentro dos trâmites legais. Sobre a questão trazida pela reportagem é importante esclarecer que o fato ocorreu na data e evento conforme relatados, em conversa reservada, sem a participação nem conhecimento das esposas. Os colaboradores continuam à disposição para cooperar com a Justiça”, disse a J&F na nota.

Ticiana Villas Boas

Também em nota, Ticiana Villas Boas confirmou a veracidade da mensagem de voz que enviou em apoio “à amiga e colega de trabalho” Patricia Abravanel.

Ticiana disse ainda que, como revela o áudio, nem ela nem Patrícia, durante o período em que estiveram juntas no jantar em sua casa, presenciaram qualquer conversa com conteúdo ilícito.

Por Jornal Hoje

Operação Blackout desarticula grupo suspeito de desviar mais de 1 milhão de reais em Caicó

Ministério público estadual deflagrou desde às 5:30 da manhã de hoje operação blackout na cidade de Caicó.

Ao todo foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão em orgãos públicos, empresas e residências para investigar uma fraude de desvio de r$ 1.138,970 em recursos públicos.

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em órgãos públicos funcionários da Prefeitura Municipal de Caicó tiveram que ir embora e abandonar o prédio da prefeitura para ser cumprido o mandado no Centro Administrativo.

Participaram da operação 16 promotores de justiça e apoio do grupo de atuação especial do Crime Organizado gaeco do Ministério Público do Rio Grande do Norte Ministério do Pernambuco e das PMs potiguar e pernambucana.

As investigações apontam Associação criminosa cujo o Cartel atua atuava de forma serial na prática de crime de Peculato corrupção passiva corrupção ativa e lavagem de dinheiro e fraude procedimento licitatório havendo indícios de superfaturamento pagamento de propina agentes públicos da secretaria de infraestrutura e serviços urbanos do município de Caicó em contratos firmados para a prestação de serviço de iluminação pública.

Operação Blackout Foi iniciada pelo ministério público estadual como desmembramento operação cidade luz é flagrado em 24 de julho de 2017 em Natal que descobriu um esquema criminoso dos contratos de iluminação públicas realizadas pela Secretaria Municipal de serviços urbanos da capital do Estado do RN (Sensur).

Foi decretada a prisão preventiva de 6 pessoas sendo que 5 delas foram encaminhadas para o presídio o Pereirão em Caicó. Segundo informações repassadas pela imprensa, no momento da transferência dos presos o ex-secretário Abidon Augusto Maynard Júnior estava chorado muito. O preso Jorge Araújo por ter nível superior deverá ir para uma das celas do Quartel do Comando Geral da Polícia Militar – QCG – em Natal.

Foram presos:
• João Paulo Melo Alves da Silva;
• Jorge Araújo;
• Abidon Augusto Maynard Júnior; e
• Ruth de Araújo Ferreira.
Foram expedidos novos mandados de prisão para os já presos em 24 de julho:
• Alan Emanuel Ferreira da Rocha; e
• Felipe Gonçalves de Castro.

O ex-prefeito de Caicó, Roberto Germano, foi proibido de manter contato com todos os investigados nos próximos 5 dias, e seria proibido de sair de casa enquanto durar a restição, ou seja, estaria em prisão domiciliar, entretanto, o juiz criminal, Luiz Cândido Vilaça, não deferiu a prisão domiciliar devido a Germano estar se recuperando de uma cirurgia cardíaca, já estando ele impossibilitado de sair de casa não havendo com isso a necessidade de sua prisão.

Fonte:http://crn.imprensa.ws

“Existem indícios de que as propinas continuaram sendo pagas em 2017” , diz promotora Uliana Lemos

Na coletiva desta sexta-feira (04), após o Ministério Público deflagrar em Caicó a Operação Blackout, a promotora Uliana Lemos, titular da 3ª Promotoria deixou claro ter indícios de que algumas das empresas que prestaram serviços de iluminação durante o Governo Roberto Germano, pagaram propinas para continuar atuando no Governo Batata, sem a necessidade de uma nova licitação.

 

De acordo com a promotora a referência a pagamento de propina, aparece de forma mais clara na gestão de Roberto Germano, através de diálogos interceptados entre os empresários, nos meses de Outubro e Novembro de 2016. “Negociação de pagamento de propina envolvendo o secretário Jorge e o ex-prefeito Roberto. Eles chegam a dizer que foram pagos cerca de 300 mil reais”. Mas, o Ministério Público diz ter indícios de que na gestão do atual secretário Abdon Maynard, o pagamento de propina também pode ter sido realizado. A Enertec, por exemplo, que chegou a executar serviços sem a existência de contrato, integra o cartel de empresas investigado pela Operação Blackout.

 

EM CONVERSA GRAMPEADA, POLÍTICO PÕE GABINETE À DISPOSIÇÃO DE PROSTITUTA

A Polícia Civil investiga uma rede de prostituição interestadual que se alastrou por áreas nobres do Distrito Federal e tem influência para circular com desenvoltura por gabinetes de clientes poderosos. Diálogos gravados por meio de interceptações telefônicas, e que agora integram inquérito aberto pela 3ª Delegacia de Polícia (Cruzeiro), revelaram a aproximação de cafetões e parlamentares da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Um dos políticos chegou a colocar parte de sua equipe, paga com dinheiro público, à disposição de uma das garotas de programa.

A apuração conta com dezenas de horas de gravações feitas com autorização judicial e investiga a conexão entre agenciadores do DF e do Sul do país. O cafetão, de Porto Alegre, costuma utilizar as garotas de programa como uma espécie de “cartão de visita” para se aproximar dos políticos.

Em duas interceptações telefônicas, os investigadores flagraram o agenciador conversando com dois deputados federais (um de São Paulo e outro do Rio de Janeiro) e um senador (eleito pela Região Norte). O integrante do Senado demonstra bastante intimidade com o cafetão e a prostituta, que chega a trocar algumas palavras com o político pelo telefone.

Durante a conversa com a garota de programa, o senador coloca seu gabinete à disposição para ajudá-la no que for preciso até que ela se estabeleça na cidade. A mulher agradece e diz que pretende fazer faculdade no DF e se firmar. O político insiste em encontrá-la assim que ela desembarcar em Brasília.

Os nomes dos parlamentares estão sendo mantidos em sigilo pela polícia para não atrapalhar a investigação. Os agentes destacam que eles não eram alvo das gravações, mas sim o cafetão. E causou surpresa o conteúdo das conversas. Como os senadores e deputados têm foro privilegiado, será necessária autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para investigá-los.

O agenciador do Rio Grande do Sul, que costuma viajar constantemente para o DF, foi monitorado pela Polícia Civil durante a negociação de programas sexuais. Os policiais descobriram que o homem chegou a usar a própria mulher – com quem tem dois filhos – como garota de programa.

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Rodrigo Maia aparece em delações

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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), aparece em delações premiadas —mas está livre de disparos atômicos tanto da JBS quanto de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) caso venha a assumir a Presidência da República no lugar de Michel Temer.

Maia aparece na delação da JBS como beneficiário de R$ 100 mil para campanhas eleitorais. Mas Joesley Batista mal o conhece e dificilmente acrescentaria informações bombásticas sobre o parlamentar em novos depoimentos à Justiça.

Já Cunha também citou Maia nas conversas em que tenta fechar acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal. Mas nada que abale a República, segundo pessoa familiarizada com as tratativas.

Risco de saída de Temer faz Cunha acelerar delação

A possibilidade de Michel Temer ser afastado da Presidência da República também pesou para que Eduardo Cunha decidisse acelerar a negociação para fazer colaboração premiada. Delatar supostos crimes do presidente e de seus ministros teria hoje valor muito maior do que depois de uma eventual saída deles do governo.

Caso seja fechado nos próximos dias, o acordo de delação de Cunha terá sido feito em tempo praticamente recorde. Até meados de junho ele ainda não tinha contratado um advogado específico para tocar a negociação. O ex-ministro Antonio Palocci, por exemplo, fez isso em abril e até esta quinta (6) não tinha formalizado acordo com a Operação Lava Jato.

Cabral recebeu R$ 122 milhões de propina de empresas de ônibus, diz MPF

Resultado de imagem para Lava Jato busca empresários de ônibus do Rio envolvidos em esquema de propina

investigação do Ministério Público Federal (MPF) que levou à Operação Ponto Final, que investiga propina de empresários de ônibus a políticos e fiscalizadores dos transportes do Rio, aponta que o ex-governador Sérgio Cabral recebeu R$ 122,85 milhões por meio do operador e braço-direito Carlos Miranda – ambos já estão presos. No total, foram cerca de movimentados R$ 260 milhões em propina em troca de benefícios às empresas de ônibus, de acordo com a investigação.

Nesta segunda-feira (3), seis de oito mandados de prisão preventiva foram cumpridos – dois investigados não foram encontrados. Na noite de domingo (2), o outro mandado foi antecipado, contra o empresário Jacob Barata Filho.

Um dos maiores empresários do ramo de ônibus do Rio, Barata foi preso no Aeroporto Internacional Tom Jobim, ao tentar embarcar para Lisboa. O empresário já estava na área de embarque quando foi detido. A polícia tem indícios de que ele ficou sabendo da operação e tentava fugir. A defesa nega e diz que Jacob Barata Filho viajava a trabalho e estava com passagem de volta de Portugal marcada para 12 de julho.

Mandados de prisão preventiva confirmados:

  • Jacob Barata Filho, empresário do setor de transportes, suspeito de ter recebido R$ 23 milhões em propina (preso)
  • Rogério Onofre, ex-presidente do Detro, suspeito de receber R$ 44 milhões (preso)
  • Lélis Teixeira, presidente da Fetranspor, suspeito de receber R$ 1,57 milhões (preso)
  • José Carlos Reis Lavoura, conselheiro da Fetranspor, suspeito de receber R$ 40 milhões (está em Portugal e a PF acionará a Interpol para inclusão na difusão vermelha)
  • Marcelo Traça Gonçalves, presidente do sindicato de ônibus e apontado como realizador dos pagamentos (preso)
  • João Augusto Morais Monteiro, sócio de Jacob Barata e presidente do conselho da Rio Ônibus, suspeito de receber R$ 23 milhões (preso)
  • Cláudio Sá Garcia de Freitas (preso)
  • Márcio Marques Pereira Miranda (foragido)
  • David Augusto da Câmara Sampaio (preso)

Mandados de prisão temporária confirmados:

  • Carlos Roberto Alves (preso)
  • Enéas da Silva Bueno (preso)
  • Octacílio de Almeida Monteiro (preso)

Ainda segundo a investigação, Rogério Onofre teria recebido mais de R$ 44 milhões. Lelis Marcos Teixeira, presidente da Fetranspor, recebeu pouco mais de R$ 1,57 milhão. Lavouras ganhou mais de R$ 40 milhões. Jacob Barata Filho, preso na noite deste domingo (2) tentando embarcar para Lisboa, recebeu R$ 23 milhões. Jacob Barata Filho era um dos principais nomes ligados a empresas de ônibus do Rio.

Operação Ponto final

A Operação Ponto Final busca cumprir nova mandados de prisão preventiva e três de prisão temporária, além de 30 mandados de busca e apreensão expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal. Cerca de 80 policiais federais participam da ação.

A ação foi baseada nas delações premiadas do ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado Jonas Lopes e do doleiro e operador Álvaro Novis.

Cerca de 80 agentes fizeram buscas nas cidades do Rio, São Gonçalo e Paraíba do Sul, no estado do Rio de Janeiro, e nos estados do Paraná e Santa Catarina.

Esquema por 26 anos

Segundo o MPF, a investigação do núcleo de transporte da organização criminosa comandada por Sérgio Cabral começou quando Novis, cuja atuação foi revelada pela deflagração da Operação Eficiência, firmou acordo de colaboração premiada com o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em depoimento à Procuradoria Geral da República (PGR), ele ressaltou que sabia que os pagamentos eram realizados para garantir benefícios relacionados às linhas de ônibus e tarifas.

Na delação, Novis afirmou que foi contratado pelo presidente do Conselho de Administração da Fetranspor, José Carlos Lavouras, para “recolher regularmente dinheiro de algumas empresas de ônibus integrantes dessa Federação, administrar a sua guarda e distribuir a diversos políticos”.

As ordens para esses pagamentos, segundo Novis, eram dadas única e exclusivamente por Lavoura, desde 1990 até 2016. Nesses 26 anos, oito governadores passaram pelo Palácio Guanabara: Leonel Brizola, Nilo Batista, Marcello Alencar, Anthony Garotinho, Benedita da Silva, Rosinha Garotinho, Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão.

Segundo as investigações, o dinheiro era recolhido em espécie nas garagens das empresas e contabilizado através de planilhas. Nelas, estavam o nome de diversas pessoas do setor de transportes, como o próprio Lavoura e Rogério Onofre, ex-presidente do Detro, além de operadores financeiros de Cabral, como Carlos Miranda.

De acordo com o documento, as investigações indicam o uso da empresa de transporte de valores Trans Expert e Prosegur (inicialmente Transegur) como ferramenta para lavagem e ocultação do dinheiro da propina.

Na planilha, Carlos Miranda aparecia como CM; Rogério Onofre tinha o apelido de “Lagoa” ou “Mamaluco”. Hudson Braga, preso na operação Calicute, também recebeu recursos da Fetranspor, de acordo com a delação de Novis. Duas contas eram utilizadas para repassar o dinheiro.

Prisões

Por volta das 6h30, agentes da PF entraram no apartamento de Lélis Marcos Teixeira, presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor, que engobla 10 sindicatos do estado) e da Rio Ônibus (sindicato do município do Rio), na Lagoa, Zona Sul do Rio.

Lélis Teixeira chegou à sede da PF no Rio pouco antes das 10h deste segunda-feira (3) (Foto: Fernanda Rouvenat/G1)