PESQUISA DESENVOLVIDA NA E. E. PROF. RAIMUNDO SILVINO DA COSTA – EEPRSC, PARA PRODUÇÃO DE MUDAS DE BUGANVÍLIA JÁ COMEÇA A DEIXAR A CIDADE DE SÃO JOSÉ DO SERIDÓ MAIS BONITA

A Buganvília  (B. spectabilis)  é uma espécie nativa do Brasil, sendo considerada a grande descoberta de aventureiros franceses que passaram pelo país no XVIII, embora possa ser encontrada em todas as regiões do mundo onde o clima permite o seu cultivo como planta ornamental. Além do embelezamento é muito bem adaptada as condições de pouca água do semiárido e de alto potencial ornamental.

No município, na zona rural e urbana, são registrados exemplares com idade estimada em 50 anos.


A pesquisa desenvolveu-se em 2020, com a participação de alunos que cursavam o do 2º ano, coordenada pelo Prof. Dr. Josimar Araújo de Medeiros. Os discentes desejavam saber se era possível a produção de novas plantas da espécie buganvília por estacas. Em função da Pandemia, as atividades envolviam grupos pequenos de alunos. A discussão com os demais componentes, ocorriam por vídeo conferencia (Google Meet),


Em março de 2020, 50 estacas foram retirados de plantas adultas existentes na cidade, com tamanho oscilando entre 40 e 50 cm. Foram acondicionadas em embalagens plásticas de 30 x 12 cm contendo uma mistura de areia, barro e esterco bovino. Permaneceram em ambiente protegido do sol, do vento e da chuva recebendo uma irrigação por semana.

Após 30 dias, 36 estacas (72%) foram viáveis. Após a formação de folhas, foram transportadas para local expostas ao sol, permanecendo por quatro semanas, para promover à aclimatização. Foram plantadas no interior da EEPRSC e nas vias públicas de cidade.

A discussão do projeto, organização do canteiro e movimentação das mudas da sombra para o sol realizou-se com a participação de pequenos grupos de alunos. As atividades com o grupo de 50 alunos das turmas eram realizadas virtualmente. Os alunos replicaram a técnica na produção de 40 unidades, comercializadas frente a comunidade para arrecadação de recursos para custeio das despesas de formatura.


Com a realização de um estudo com esse viés, os alunos tiveram noções efetivas sobre elaboração de um Projeto de pesquisa, incluindo a escolha do tema; pergunta e hipótese de pesquisa; objetivos; procedimentos metodológicos; cronograma; análises dos resultados e divulgação, importes na vida daqueles que seguirem os estudos em nível superior.

João Vítor, um dos estudantes que participou presencialmente, assim resumiu: “Um dos melhores. A procura pela buganvília era muito grande. Muita gente queria essa planta. Não encontrava. Quando encontrava não tinha dinheiro para comprar uma muda. Com o projeto a população teve acesso e aprendeu como produzir mudas. Já vejo essa planta tanto na cidade quanto na zona rural, graças ao nosso projeto. Tem pessoas que já sabe fazer mudas.”


Em junho de 2022, pouco mais de dois anos depois, estima-se que 300 mudas já foram produzidas e doadas à população. A Secretaria de Meio Ambiente produz intermitentemente mudas do vegetal para doação a população, utilizando a técnica resultante da pesquisa. O colorido já começa a embelezar a cidade e o campo.

Por Josimar Araújo- ( Possui graduação em Geografia – UFRN-CERES-CAMPUS DE CAICÓ (1993). Especialização em Bioecologia/UFRN (1997) e em Geografia do Semiárido/IFRN (2002). Mestrado em Engenharia Sanitária/UFRN (2004). Doutorado em Desenvolvimento e Meio Ambiente/UFRN (2018).

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