Pré-Candidato a Deputado Estadual luta na justiça por Tarifa Social de água

O Instituto Mais Cidades realizou um estudo que identificou que 71 municípios do Rio Grande do Norte não têm sequer uma residência que se enquadra na chamada tarifa social da CAERN, que possibilita que o cliente de baixa renda pague menos R$ 10 reais na conta de água. Em 35 municípios do estado, menos de 10 residências estão enquadradas na tarifa. Esses números são incompatíveis com a quantidade de pessoas que realmente precisam ter acesso ao benefício no estado, onde cerca de 445 mil famílias recebem o Auxílio Brasil, programa social do Governo Federal voltado para famílias mais simples. No RN inteiro, apenas 4.129 residências pagam o menor valor pela água.

Algumas cidades com grandes quantidades de clientes, como Currais Novos, Acari e Monte Alegre, somam 0 clientes na tarifa social. “Não é possível que não tenha nenhuma família nesses municípios que não precisem pagar um valor mais barato na conta de água. O problema é que os critérios adotados pela CAERN para a concessão da tarifa social são impossíveis de serem seguidos pelas pessoas que mais precisam”, comentou o presidente do Instituto Mais Cidades, advogado Alexandre Teixeira.

Por meio do Instituto, Alexandre tem brigado na justiça por uma mudança nos critérios da tarifa social, como forma de garantir que essa tarifa, e consequentemente o acesso à água potável, chegue à mais gente. “Eu criei o Projeto Tarifa Justa para tentar mudar os critérios adotados pela CAERN. Nós acreditamos que receber um programa social do governo, como o Auxílio Brasil, deve ser o único fator necessário para a tarifa social”, disse o advogado.

Atualmente, a família inteira de uma residência só pode consumir até 10m³ de água se quiser pagar a tarifa social. A ONU estipula que 3,3m³ por mês são suficientes para uma pessoa. “Mas como ficam as famílias com mais de 3 membros? E as famílias com renda per capta inferior? Uma família de três pessoas que possui renda total de um salário-mínimo não tem a mesma capacidade financeira de outra família com sete ou mais membros e renda total de dois salários mínimos, por exemplo. Seria essa família de sete membros capaz de viver com 10m3 de água?”, questiona Alexandre Teixeira. Quando a família consome mais que os 10m³ permitidos pela tarifa social, a conta sobe para R$ 46 reais podendo chegar até R$100 reais. Essa é um dos critérios da CAERN que o projeto Tarifa Justa quer mudar.

Critérios da tarifa social da CAERN

• Consumo máximo de até 10m³ de água
• Ser cadastrado e ativo em um dos Programas Sociais do Governo
• O consumo de energia elétrica não pode ser superior a 110 KWh
• O imóvel deve possuir área construída de, no máximo, 40m²

Proposta do projeto Tarifa Justa

• 3,3 m³ de água por pessoa residente na unidade cadastrada
• Família cadastrada em pelo menos um programa social do governo
• Ultrapassado-se o limite de consumo per capta de água da unidade consumidora residencial familiar, poderia ser cobrada a sobretarifa.

Mais informações no @alexandreteixeirarn @maiscidadesrn

WhatsApp do Instituto
99988-6144

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