Exame/Ideia: distância entre Lula e Bolsonaro oscila de 9 para 11 pontos.

Pesquisa do Instituto Ideia, contratada e divulgada hoje ( quinta feira , 20 de Julho) pela revista Exame, aponta estabilidade no primeiro turno da corrida ao Palácio do Planalto, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança e o presidente Jair Bolsonaro (PL) em segundo. No único cenário testado da pesquisa estimulada —quando os entrevistados recebem uma lista prévia de pré-candidatos—, a distância entre os dois, que era de 9 pontos percentuais no levantamento de junho, oscilou para 11 pontos.

Os dois flutuaram para baixo dentro da margem de erro, que é de três pontos para mais ou para menos. Lula foi de 45% para 44%, enquanto Bolsonaro oscilou de 36% para 33%.

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que oficializou ontem sua candidatura, oscilou positivamente em um ponto, de 7% para 8%.

A senadora Simone Tebet (MDB) também oscilou para cima, de 3% para 4%. O deputado federal André Janones (Avante), por sua vez, flutuou de 1% para 2%. Considerando a margem de erro, Ciro, Tebet e Janones estão tecnicamente empatados.

O cientista político Luiz Felipe D’Avila (Novo) e o empresário Pablo Marçal (Pros) ficaram com 1% cada. A sindicalista Vera Lucia (PSTU) registrou 0,5%; o deputado federal Luciano Bivar (União Brasil), 0,2%, e a professora Sofia Manzano (PCB) e o ex-deputado José Maria Eymael (DC), 0,1% cada. Leonardo Péricles (UP) não pontuou. Esses pré-candidatos empatam com Tebet e Janones, mas não com Ciro, na margem de erro.

Os entrevistados que disseram que não votariam em ninguém, branco ou nulo somaram 4%, e os que optaram pela opção não sabem foram 3%.

O levantamento ouviu 1.500 pessoas por telefone entre os dias 15 e 20 de julho. O índice de confiança da pesquisa é de 95%, e o custo foi de R$ 27.970. O registro junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-09608/2022.

Primeiro turno

Lula (PT): 44%

Jair Bolsonaro (PL): 33%

Ciro Gomes (PDT): 8%

Simone Tebet (MDB): 4%

André Janones (Avante): 2%

Luiz Felipe D’Avila (Novo): 1%

Pablo Marçal (Pros): 1%

Vera Lucia (PSTU): 0,5%

Luciano Bivar (União Brasil): 0,2%

Sofia Manzano (PCB): 0,1%

José Maria Eymael (DC): 0,1%

Ninguém/branco/nulo: 4%

Não sabem: 3%

Pesquisa espontânea

Na pesquisa espontânea —quando a lista de pré-candidatos não é apresentada ao entrevistado—, Lula oscilou positivamente em um ponto, de 35% para 36%, enquanto Bolsonaro ficou estável com 30%. Os dois estão tecnicamente empatados no limite da margem de erro, com diferença de seis pontos percentuais.

Veja o resultado a seguir:

Lula (PT): 36%

Jair Bolsonaro (PL): 30%

Ciro Gomes (PDT): 3%

Simone Tebet (MDB): 1%

André Janones (Avante): 1%

Vera Lucia (PSTU): 0,1%

Sofia Manzano (PCB): 0,1%

Luiz Felipe D’Avila (Novo): 0,1%

José Maria Eymael (DC): 0,1%

Pablo Marçal (Pros): 0,1%

Outros: 0,2%

Ninguém/branco/nulo: 7%

Não sabem: 21%

Segundo turno

O Instituto Ideia fez cinco simulações de segundo turno para a disputa presidencial. No confronto entre Lula e Bolsonaro, o petista sairia vencedor com 47%, oscilando um ponto percentual para baixo em relação a junho. O atual mandatário ficou com 37%, caindo quatro pontos. A diferença entre os dois foi de 7 para 10 pontos percentuais.

Lula também venceria Tebet e Ciro. Já Bolsonaro ganharia de Tebet, mas empataria com Ciro.

Veja os resultados a seguir:

Cenário 1

Lula (PT): 47%

Jair Bolsonaro (PL): 37%

Branco/nulo: 11%

Não sabem: 5%

Cenário 2

Lula (PT): 48%

Simone Tebet (MDB): 25%

Branco/nulo: 24%

Não sabem: 3%

Cenário 3

Jair Bolsonaro (PL): 39%

Ciro Gomes (PDT): 35%

Branco/nulo: 18%

Não sabem: 8%

Cenário 4

Lula (PT): 44%

Ciro Gomes (PDT): 31%

Branco/nulo: 22%

Não sabem: 3%

Cenário 5

Jair Bolsonaro (PL): 40%

Simone Tebet (MDB): 26%

Branco/nulo: 27%

Não sabem: 6%

Sobre o instituto

O Instituto Ideia, antigo Ideia Big Data, foi fundado em 2011 e até 2018 realizava pesquisas eleitorais para divulgação exclusiva para seus clientes. Desde julho de 2020, o Ideia mantém uma parceria com a revista Exame, que financia e divulga seus levantamentos sobre intenções de voto. Segundo o próprio Ideia, os métodos utilizados para os levantamentos variam. O Ideia se diz “agnóstico em termos de metodologia” e faz levantamentos eleitorais usando qualquer método.

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