Grandes igrejas e pastores estão envolvidos no esquema do INSS, diz Damares

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) disse que grandes igrejas e pastores influentes estão envolvidos no esquema de desvios investigado pela CPMI do INSS. 

A comissão tem identificado líderes religiosos como parte da engrenagem usada para aplicar fraudes contra aposentados e pensionistas.

“Nós estamos identificando igrejas nos esquemas de fraudes aos aposentados. Há pastores que pedem para não investigar, não decepcionar os fiéis”, disse Damares, em entrevista ao SBT News. 

As revelações estariam provocando pressões para que as investigações não avancem. Damares afirma que a CPMI sofre tentativas constantes de obstrução desde que os nomes ligados a grandes igrejas começaram a aparecer.

“Quando se fala em um grande pastor, vem a comunidade: ‘não falem, não digam, não investiguem, porque os fiéis vão ficar muito tristes’”, relatou.

Esse movimento estaria sendo traduzido em lobby de igrejas, bancos e políticos de diferentes espectros contra o avanço da apuração.

Como funcionaria o esquema, segundo a CPMI
A investigação aponta que templos e igrejas teriam sido usados como canais de captação de aposentados e pensionistas. 

O objetivo seria direcionar essas pessoas para descontos indevidos em benefícios do INSS e para empréstimos consignados que muitos afirmam não ter contratado.

“Templos e igrejas apareceram na apuração como possíveis canais de captação de aposentados e pensionistas para descontos indevidos”, afirmou.

Segundo o relato, fiéis eram abordados ou orientados dentro desses ambientes, confiando na autoridade religiosa, e acabavam fazendo contratos irregulares.

O esquema não se limita a entidades associativas. A CPMI também investiga empréstimos consignados feitos sem o conhecimento das vítimas. O problema envolve diversas instituições financeiras, e não apenas um banco específico.

“Consignados não é só Banco Master. Nós estamos diante de um escândalo absurdo. Onde chegamos não tem mais caminho de volta”, declarou.

O “primeiro balanço” do relatório preliminar da CPMI deverá ser divulgado em fevereiro, segundo o presidente da Comissão, Carlos Viana (Podemos-MG).

Com informações de Brasil Paralelo

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