O senador Flávio Bolsonaro afirmou, em entrevista à CNN Brasil, que o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema “se precipitou” ao criticá-lo após a divulgação de diálogos revelados pelo The Intercept Brasil.
Segundo a reportagem, Flávio teria pedido R$ 134 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme Dark Horse, produção em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Nada melhor do que o tempo, a prudência, a calma e a transparência para que as coisas sejam esclarecidas. Acho que o Zema se precipitou, ele não me deu nem a oportunidade de falar o que era, ele já partiu para dentro de um estúdio para gravar um vídeo e se aproveitar eleitoralmente”, afirmou Flávio.
O senador disse ainda que tentou entrar em contato com Zema, mas não recebeu retorno.
Flávio também afirmou que, diante da situação atual, uma eventual composição com o político mineiro como vice “fica inviável”, apesar de setores da direita defenderem a formação de uma chapa para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de outubro.
“Se o Zema quiser voltar a me ajudar nessa missão, vai ser muito bem-vindo. Ele está colocado como pré-candidato à Presidência da República, é um direito dele. Eu estou colocado como pré-candidato pelo meu partido e lá na frente a gente vê. Mas, é óbvio que, em função do que aconteceu, se ficar do jeito que está, isso fica inviável”, declarou.
Após a publicação da reportagem do The Intercept, Zema divulgou vídeo nas redes sociais classificando a conversa revelada como um “tapa na cara dos brasileiros de bem”. A manifestação provocou reações de aliados de Flávio, entre eles os irmãos Eduardo Bolsonaro e Carlos Bolsonaro.
Com informações de Estadão