Musica de luto: Cantor potiguar Leno Azevedo perde luta para o câncer aos 73 anos

Musica de luto: Cantor potiguar Leno Azevedo perde luta para o câncer aos 73 anos

Morreu nesta quinta-feira, aos 73 anos, o cantor e compositor potiguar, Leno Azevedo, após perder a batalha para o câncer. 

Nascido em Natal, Gileno Osório Wanderley de Azevedo foi um dos pioneiros do Rock and Roll brasileiro e integrante da movimento Jovem Guarda, que marcou os anos 60. Um dos seus grandes sucesso “Devolva-me”, interpretado por Leno e Lilian – duo que formou com a cantora Lilian Knapp – foi regravado por intérpretes como Adriana Calcanhotto.

Ele também foi parceiro de Raul Seixas em várias canções com destaque para o disco ªVida e Obra de Johnny McCartney e da banda Renato e Seus Blues Caps em hits como “Quando a Cidade Dorme”. O musico brilhou também no cenário da MPB com as canções “Pobre Menina”, “Coisinha Estúpida” e “A Pobreza”.

Leno contribuiu enormemente para divulgar a música potiguar no Brasil e no mundo. Deixa, como legado, canções que reverenciam o amor e os doces anos de uma geração inesquecível para o Brasil.

Em comunicado nas redes sociais, a Fundação José Augusto lamentou a morte de Leno. “A música brasileira e do Rio Grande do Norte perdeu, hoje, um dos seus grandes ícones. A Fundação José Augusto expressa enorme pesar pela morte do cantor e compositor potiguar Leno Azevedo, aos 73 anos, vítima de um câncer, ocorrida nesta quinta-feira (8)”.

Nas redes sociais, a banda Renato e Seus Blue Caps Tributo também lamentou o falecimento do músico potiguar e prestou homenagens.

“É com imensa tristeza que trago aos fãs e amigos a notícia do falecimento de Leno Azevedo, ocorrido hoje em Natal-RN. Leno estava se tratando de um câncer há algum tempo e no dia 26 de novembro ele me disse que estava se internando, pois estava muito fraco e debilitado, mas não resistiu e descansou!

Lançado no meio artístico por Renato Barros, Leno é considerado a vanguarda da Jovem Guarda. Sua carreira musical sempre esteve ligada a Renato e Seus Blue Caps, e podemos considerá-lo até mesmo um Blue Cap de Renato, tal era a sua relação com o amigo.

Começando lá em 1965, ele teve parceria em composições com Renato, Paulo César e Ed Wilson, trabalharam juntos em produção de discos e fizeram muitas apresentações juntos em Shows pelo Brasil.

Siga na sua nave eterna Leno, você deixou um grande legado musical para os seus fãs e para a música brasileira… cumpriu sua missão com louvor!”.

Fonte: Tribuna do Norte

CARLOS FELIPE

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