O deputado Nelter Queiroz (PSDB) utilizou a sessão plenária da Assembleia Legislativa nesta terça-feira (17) para cobrar a imediata implementação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) para técnicos administrativos e o cumprimento do piso salarial dos professores da rede estadual de ensino.
Em seu pronunciamento, o parlamentar destacou a Lei nº 794/2025, aprovada em setembro do ano passado, que institui o PCCR para técnicos administrativos, merendeiras e auxiliares da educação. Ele lembrou que a matéria, de autoria do Governo do Estado, foi resultado de uma “luta grande” desses funcionários, muitos com mais de 25 anos de dedicação ao serviço público.
Nelter Queiroz mencionou que, na época da tramitação, chegou a propor uma emenda para beneficiar os aposentados, mas a retirou após ser convencido de que prejudicaria o projeto original. Agora, o deputado apelou à governadora Fátima Bezerra (PT) para que honre o compromisso com a categoria. “A governadora criou uma comissão para analisar os pedidos, e existem 500 processos que já estão prontos, analisados. Peço urgência para publicar esses processos e imediatamente implantar o pagamento para esses servidores”, enfatizou o deputado, expressando preocupação com a possibilidade de a governadora renunciar em breve sem que o compromisso seja cumprido.
Prosseguindo em sua fala, o representante cobrou também a votação e implantação do piso dos professores, ressaltando que se trata de uma lei federal e, portanto, uma obrigação do Governo do Estado. Ele criticou a Secretaria de Educação, que teria alegado um aumento de 25 milhões na folha para justificar a não implementação. “Quando é para atender os mais simples, os mais humildes, a governadora manda seus auxiliares dizerem que vai aumentar a folha”, pontuou Nelter Queiroz, comparando a situação com “outros órgãos” onde, segundo ele, “funcionários que ganhavam 18 mil, 20 mil, passaram para 35”.
Finalizando, o deputado fez um apelo à governadora Fátima Bezerra, que “se dizia defensora desses professores”, mas que, em sua visão, “está humilhando” a categoria. “Quando sentou na cadeira como governadora, a realidade foi outra”, concluiu, reforçando a urgência na votação e implantação tanto do piso salarial quanto do Plano de Cargos e Remuneração.