Saldo da balança comercial do RN se torna o segundo maior do Nordeste

O Rio Grande do Norte alcançou um importante resultado no cenário do comércio exterior ao conquistar a segunda posição entre os estados do Nordeste em saldo da balança comercial no mês de março de 2026. O desempenho reforça a competitividade da economia potiguar e evidencia o fortalecimento das exportações como vetor estratégico de crescimento.

De acordo com o Boletim da Balança Comercial elaborado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (SEDEC), o estado registrou um saldo positivo de US$ 38,2 milhões no período, resultado de US$ 70,9 milhões em exportações frente a US$ 32,7 milhões em importações . O valor representa um crescimento de 13,4% em relação ao mesmo mês de 2025, demonstrando evolução consistente no desempenho comercial.

O volume total de transações internacionais do estado atingiu US$ 103,6 milhões em março, evidenciando o dinamismo das relações comerciais e a ampliação da presença do Rio Grande do Norte no mercado global. O resultado posiciona o estado como um dos principais protagonistas do comércio exterior nordestino, impulsionado principalmente pela pauta exportadora diversificada e de alto valor agregado.

Entre os produtos mais exportados, destacam-se o bulhão dourado (ouro), responsável por US$ 29,3 milhões, além de frutas como melão (US$ 10,4 milhões), melancia (US$ 8,3 milhões) e mamão (US$ 2,6 milhões), além de açúcares de cana (US$ 4,6 milhões). Juntos, esses itens concentraram 77,8% das exportações do período, evidenciando a força do setor mineral e do agronegócio potiguar .

No cenário internacional, o estado ampliou sua inserção em mercados estratégicos. O Canadá liderou como principal destino das exportações, seguido por Países Baixos, Espanha, Reino Unido e Senegal, que, juntos, responderam por quase 80% das vendas externas do estado . Esse alcance geográfico reforça a diversificação dos parceiros comerciais e a competitividade dos produtos potiguares.

Do lado das importações, os principais fornecedores foram China, Índia e Estados Unidos, com destaque para a aquisição de insumos industriais e equipamentos, fundamentais para o funcionamento e expansão da atividade econômica local.

Para a SEDEC, os resultados refletem o fortalecimento das políticas de incentivo ao desenvolvimento econômico, à internacionalização da produção e à atração de investimentos. O desempenho da balança comercial reafirma o papel estratégico do Rio Grande do Norte na economia regional e aponta para um cenário de continuidade no crescimento das exportações ao longo de 2026.

O avanço do estado no ranking nordestino demonstra não apenas a capacidade produtiva local, mas também a eficiência logística e a consolidação de cadeias produtivas competitivas, que seguem impulsionando a economia e gerando novas oportunidades para o desenvolvimento sustentável.

FOTO- Reprodução ASSECOM

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