Confira a coluna de Heitor Gregório desta sexta-feira 6 no AGORA RN
sucessão indireta para o Governo do Rio Grande do Norte, prevista para ocorrer com a renúncia da governadora Fátima Bezerra (PT) e do vice Walter Alves (MDB), transformou-se numa espécie de bolsa de apostas político-institucional. A cada dia, um novo nome entra na roda.
O nome mais evidente é o do secretário da Fazenda, Cadu Xavier (PT), preferido da própria Fátima. Ele representa a transição “caseira”, alguém que preservaria a linha administrativa e, sobretudo, o projeto eleitoral do grupo governista. A governadora, no entanto, também admite o deputado estadual Francisco do PT como alternativa, outro quadro orgânico, de confiança partidária.
Circulam ainda perfis com forte identidade técnica e trânsito no setor produtivo. É o caso de Roberto Serquiz, presidente da Fiern; de Zeca Melo, superintendente do Sebrae; e de Marcelo Queiroz, presidente da Fecomércio RN. São nomes que agradam ao discurso da “gestão técnica”, com menos densidade partidária e mais apelo institucional.
Na ala municipalista, surge o prefeito de Acari, Fernando Bezerra (Podemos), enquanto o veterano deputado estadual Vivaldo Costa (PV) segue como presença constante nos bastidores, daqueles que nunca se pode descartar completamente.
A novidade da semana foi o secretário estadual de Agricultura, Guilherme Saldanha. Seu nome ganhou fôlego por ser uma pessoa da confiança do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB). Mesmo o secretário já tendo descartado a possibilidade, ao Território Livre de Laurita Arruda, seu nome permanece nos bastidores.
No meio desse emaranhado, surge uma frase de Cadu Xavier, dita à 96 FM Natal: “O que é inimaginável é a gente passar o governo para a mão da oposição durante o processo eleitoral. Isso seria um suicídio político.”
Traduzindo do politicamente explícito para o politicamente realista: Fátima Bezerra só deixará o cargo se houver garantia absoluta de que o sucessor será um aliado fiel.