O julgamento de José Mateus Dantas, realizado pelo Tribunal do Júri de Caicó, terminou com sua condenação a 25 anos e 6 meses de prisão pelo assassinato da própria mãe, Gecinalda Dantas, conhecida como Naldinha. O caso, que comoveu a região do Seridó, foi marcado por forte comoção e versões divergentes apresentadas em plenário.
Enquanto a promotora Érica Canuto sustentou que a decisão foi justa e baseada em provas técnicas e depoimentos consistentes, a defesa, representada pelo advogado Rômulo Fernandes, anunciou que irá recorrer da sentença, alegando que elementos importantes, como a possível presença de uma terceira pessoa no local do crime, não foram devidamente considerados pelos jurados.
Durante o julgamento, um dos pontos mais sensíveis foi a tentativa de associar a vítima a práticas criminosas, o que gerou forte reação por parte da família. Parentes de Naldinha negaram as acusações e destacaram sua trajetória de trabalho e superação, afirmando que a condenação representa justiça após anos de dor e silêncio.
Para a promotoria, essas falas configuraram uma tentativa de descredibilizar a vítima, enquanto a defesa argumenta que inconsistências nos depoimentos do réu e lacunas na investigação ainda precisam ser reavaliadas. Com o anúncio da apelação, o caso deve continuar em debate nas instâncias judiciais.
MARCOS DANTAS MARTINS