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Nas últimas semanas, a campanha de Javier Milei lançou dúvidas sobre a confiabilidade do processo eleitoral na Argentina. O entorno do candidato a presidente questionou o processo de contagem de votos e decidiu, deliberadamente, entregar menos cédulas que o indicado.

Neste sábado (18), as duas campanhas foram convocadas pela autoridade eleitoral para uma reunião emergencial para tentar baixar a tensão sobre o tema.

O encontro foi organizado pela Câmara Nacional Eleitoral e aconteceu no centro de Buenos Aires. As autoridades eleitorais afirmaram que a iniciativa teve como objetivo “preservar a convivência democrática” no país que completa quatro décadas de democracia.

Relatos na imprensa local indicam que os representantes das duas campanhas adotaram tom amistoso no encontro, e que, na reunião, a equipe de Milei minimizou as preocupações sobre essa suposta fraude.

O tom é muito diferente do observado nas ruas. Karina Milei, irmã do candidato, citou nos últimos dias que o processo eleitoral poderia ter uma “fraude colossal”. O nome forte da coligação “A Liberdade Avança” falou sobre o transporte das urnas aos centros de contagem de votos, e indicou que policiais estariam manipulando cédulas a favor de Sergio Massa.

Outra suspeita foi lançada sobre a empresa espanhola que ajuda a Câmara Eleitoral no processo de contagem de votos. O entorno de Milei fez circular nas redes sociais que a companhia seria “amiga” dos socialistas do país europeu, já que estaria próxima de Pedro Sánchez, do PSOE, recém-eleito premiê da Espanha.

Sergio Massa, candidato governista, rechaça a hipótese de fraude. Para o entorno do ministro da Economia, o opositor usa a tática que ficou comum em candidaturas de direita que perderam eleições recentes, como Donald Trump, nos Estados Unidos, e Jair Bolsonaro, no Brasil.

É importante observar que a campanha de Milei não entregou nenhuma prova ou indício relacionado às duas suspeitas.

O tema, porém, já chegou ao eleitorado do candidato ultraliberal, que passou a citar dúvidas sobre a lisura do processo nos últimos dias.

Menos cédulas de Milei

Em meio a essas dúvidas lançadas pela própria campanha, a coligação de Milei decidiu entregar menos cédulas para o segundo turno. Na Argentina, os papéis usados para a votação são fornecidos por cada candidatura.

A Câmara Eleitoral sugere 350 cédulas para cada uma das 104.577 urnas. Assim, seria possível que, em tese, todos os 35 milhões de eleitores aptos pudessem votar em apenas um candidato.

Mas a campanha de Milei optou, deliberadamente, por entregar volume menor. Relatos citam cerca de 100 cédulas por urna. O argumento é que as cédulas “poderiam ser roubadas” até o segundo turno.

Diante da decisão, alguns juízes que acompanham o processo eleitoral notificaram a coligação “A Liberdade Avança”. A campanha respondeu que há mais cédulas disponíveis e que serão entregues apenas no domingo pelos fiscais que apoiam o candidato e estarão nos locais de votação.

TópicosFONTE- CNN BRASIL

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